A lente convencional coloca grande ênfase em planejamento e controle. Por muitos motivos, nós elaboramos planos extensos e detalhados. No entanto, há um velho ditado que diz: “um plano não sobrevive ao seu primeiro contato com a realidade”.

 

A lente positiva sabe reconhecer o valor do conhecimento que já foi obtido, mas também reconhece o valor de um novo aprendizado. Ambos momentos são diferentes.

 

A lente positiva procura integrar conhecimento e aprendizado. Ela chama para o cultivo da inteligência coletiva e da descoberta da realidade em tempo real. Uma vez que muitas pessoas não sabem como cultivar a inteligência coletiva ou facilitar o processo de aprendizagem em tempo real, essas pessoas simplesmente se envolvem em padrões disfuncionais. 

 

Meu genro recentemente me contou uma experiência de trabalho:

 

“Na terça, na quarta e depois na quinta, eu tive várias conversas sobre um processo no trabalho que estamos tentando melhorar. Quando eu achava que estávamos chegando a um consenso, os membros do grupo traziam mais preocupações, mudavam de ideia e expressavam posições diferentes. E isso tem sido muito frustrante e desanimador às vezes”.

 

Ele levou o seu desânimo para casa. Refletiu. E usou suas habilidades pessoais para superar sua frustração. E ele foi bem-sucedido em seus esforços de “auto elevação”, e voltou para trabalhar com uma nova perspectiva.

 

Seu relato é instrutivo:

 

“Eu tentei ouvir mais aos meus colegas de uma maneira sincera. Adotei uma abordagem que incorporava o feedback de todos de alguma maneira. Por ter feito isso, senti uma energia renovada de todos para com o projeto. Era quase como se eu percebesse que não precisava do plano perfeito daqui para frente, nós apenas precisávamos seguir em frente”.

 

Nessa nova abordagem ele estava integrando a lente convencional com a lente positiva.

 

Na lente positiva nós enriquecemos os relacionamentos e construímos confiança em nossa capacidade de responder às incertezas e aprender em tempo real. Quando a confiança está presente, fé e energia emergem em nós. Nós avançamos. O avanço gera feedback. O processo de feedback leva à aprendizagem e ao desenvolvimento de novas competências organizacionais. Começamos então a acreditar na nossa capacidade coletiva para avançar ao mesmo tempo e aprender em tempo real.

 

As pessoas que aprendem a fazer o que meu genro fez, se tornam facilitadores mais eficazes e começam a ser vistos como grandes líderes organizacionais. Nós reconhecemos essa habilidade e ficamos maravilhados com a sua capacidade de fazer as coisas difíceis acontecerem.

 

 

Reflexões

 

  • Quão comum é o processo conflituoso descrito aqui?
  • Quais são as consequências de tentar criar um plano perfeito?
  • Como podemos usar essa passagem para criar uma organização mais positiva?

 

 

Prof. Robert Quinn, PhD | 23 de maio de 2016

 

Escritor, fundador do Center for Positive Organization e professor da Universidade de Michigan (USA), onde leciona na Ross Business School. A Equipe da Trustin está engajada em traduzir e compartilhar parte do trabalho do professor com quem temos aprendido muito durantes estes anos.

Você pode acessar o blog oficial do Prof. Quinn no link: https://thepositiveorganization.wordpress.com/

 

 

Quer receber mais conteúdos?