Organizar é estabelecer ordem. Existe há muito tempo nas organizações um viés contrário às emoções. Isto fica muitas vezes nítido em empresas dominadas por pessoas treinadas e recompensadas por experiências analíticas.

 

Nestas organizações em especial, existe um grande prêmio informal para quem faz análises e tem um controle extremamente lógico. As emoções são vistas como perigosas decisões ilógicas e impulsivas. É comum nestas empresas as pessoas valorizarem questões “hard” (técnicas e analíticas), e darem pouco valor a questões “soft” (comportamentais e emocionais).

 

As pessoas estão certas quando dizem que as questões soft são difíceis de serem medidas, controladas e avaliadas. O problema é que uma organização excessivamente analítica provavelmente terá uma cultura pouco saudável. O sistema humano é geralmente repleto de comportamentos disfuncionais, e os problemas são intensificados enquanto eles estão sendo sistematicamente negados.

 

O fato é que as emoções são reais, e estão presentes nas pessoas. O sentimento de tristeza, medo, raiva, irritação e desprezo então começam a determinar o comportamento das pessoas. Eles criam a cultura em que todos devem viver e trabalhar, e passam a sensação de que as emoções não estão associadas à performance das pessoas. Pelo contrário.

 

Os “chefes” não entendem isso, mas os líderes sim. Grandes líderes prestam grande atenção às emoções da sua equipe. Eles trabalharam para estimular  os sentimentos de apreço, gratidão, confiança, proximidade, solicitude, compaixão, amor, confiança, orgulho, contentamento, interesse, curiosidade, esperança, otimismo, admiração, alegria, felicidade, diversão e entretenimento. E essas emoções estão sim associadas com o desempenho ideal das equipes e das organizações.

 

A principal tarefa dos líderes é criar emoções positivas. O conhecimento analítico é essencial para que as organizações sejam eficientes e eficazes. No entanto, se as pessoas forem apenas especialistas apenas em análise, se elas não forem capazes de criar e inspirar emoções positivas em outras pessoas, então elas serão muito deficientes e a organização sofrerá com o baixo desempenho.

 

Para as pessoas extremamente analíticas as questões “soft” são um grande desafio, e ficam cada vez mais difíceis de serem lidadas conforme as pessoas continuamente fogem delas. Em grandes organizações, as pessoas tendem a compreender e viver nos dois mundos, tanto no “hard” quando no “soft’.

 

 

Prof. Robert Quinn, PhD | 01 de junho de 2016

 Escritor, fundador do Center for Positive Organization e professor da Universidade de Michigan (USA), onde leciona na Ross Business School. A Equipe da Trustin está engajada em traduzir e compartilhar parte do trabalho do professor com quem temos aprendido muito durantes estes anos.

Você pode acessar o blog oficial do Prof. Quinn no link: https://thepositiveorganization.wordpress.com/

 

 

 

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